25 julho 2006

On line... off line


Há um tempo atrás, li uma coluna no jornal que falava da efemeridade dos contatos contemporâneos. Danuza lamentava a perda da emoção em receber cartas e da falta de todo o ritual para a leitura de uma missiva. De certa forma, concordo com ela. Mas não tanto pela questão do aspecto físico da correspondência, mas do seu próprio conteúdo.
Na última semana, fiquei tão feliz por postar uma carta escrita de meu punho, que até me senti deslocado no tempo. Todo o processo me parecia atemporal: uma manhã de segunda-feira, música e tranqüilidade. Com uma paixão que se estendia para além de mim, o texto surgiu como se já tivesse sido rascunhado. E pronto, coloquei no envelope, e levei até o correio.
Gostaria que a resposta viesse pela mesma via. Mas nem sei se ela virá de outro modo. Nem sei se ainda estou naquele adress book, pois até então os contatos foram eletrônicos.
Porém intensos.
Ai, essa vida onde os caminhos parecem encurtar está ficando cada vez menos coletiva. E viva a ortopedia, pois minha coluna está em frangalhos.

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